09/09 – Pr. Eric Vianna – O símbolo da contracultura

No dia 09 de setembro, Pr. Eric compartilhou uma palavra com o tema: “O símbolo da contracultura”, baseado em Mateus 14.1-11.

Passagens:

Mateus 14.1-11
Mateus 11.2-4
Jeremias 17.9
João 15.18-19

Resumo da palavra

O coração do homem é enganoso. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na subcultura e negligenciarmos a auto-obrigação. ⠀
João Batista deixou claro com sua vida como devemos proceder como símbolos de contracultura. Enquanto na cidade feridas eram lambidas e palavras agradáveis eram ministradas, no deserto, o discurso era duro: “arrependei-vos, raça de víboras”. Sem medir as palavras para agradar pessoas, João ia contra a cultura da terra, chegou a repreender o próprio rei Herodes por cobiçar a mulher de seu irmão e por isso sofreu grande oposição.⠀

O ponto é que, todo aquele que quer ser Embaixador do Reino sofrerá fortes oposições. Isso é inevitável. ⠀
Cada centímetro da vida do cristão é disputado no Reino espiritual. A oposição faz parte do processo de avanço do Reino em nós. Somos os mais cobiçados: os anjos querem nos guardar e os demônios nos destruir. ⠀

Nenhum de nós está imune ao ódio do mundo porque há uma alegria que incomoda, e o inimigo procura comprá-la todos os dias nos oferecendo em troca uma barata.⠀

A cabeça de João foi pedida porque ele vivia uma contracultura. Portanto, viver na contramão do mundo, é entender que cabeças podem rolar com qualquer deslize. Porém, o resultado desse entendimento não deve ser medo, mas violência espiritual para não amolecer o discurso e não mudar princípios. ⠀
O mais difícil na contracultura é o pós-guerra, é o segurar firme diante da resistência. João teve dúvidas a respeito do Messias no dia seguinte e o mesmo acontece com a gente: após a vitória, diante de um contra-ataque, nos envolvemos em dúvidas e questionamentos. ⠀
Teremos dias que parece que estarão disputando a nossa cabeça? Sim, mas que em todos Deus nos encontre fiéis. ⠀
Que haja violência espiritual contra a iniquidade em nós; violência para encarar o tratamento; violência para se posicionar mesmo sem entender e, acima de tudo, violência para fazer o que nos desagrada, mas agrada a Deus.