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24/10 – Pb. Bruno Alonso – “Os perigos da obstinação”.

No dia 24 de outubro, o Pb. Bruno Alonso trouxe uma palavra com o tema: “Os perigos da obstinação”.

 

Passagens:

Apocalipse 2.12-14;
Salmos 81.12;
Deuteronômio 9.27;
Números 22.19-9, 12, 19-22, 32-34;

Resumo da palavra

O que leva alguém a se distanciar de Deus mesmo depois de ter uma conduta tão fiel? Balaão agiu bem por um tempo, mas foi citado em Apocalipse como um exemplo a não seguir.
É um perigo real: todos estão sujeitos a distração na caminhada e um engano espiritual. Podendo amar a Deus, mas estar distante dEle.
O maior nível de distração chama-se obstinação, um desejo pessoal maior do que o desejo de Deus, ou até o desejo dEle, só que no tempo errado.
A obstinação na Bíblia está ligada a teimosia.

Todos temos desejos e talvez até sejam a vontade de Deus, mas devemos entender o tempo de acontecerem.
Havia obstinação na vida de Balaão: pelo poder, pela honra e pelo dinheiro. Ele ora a Deus pra saber se poderia amaldiçoar o povo de Israel. Existem coisas que são absolutas, que não precisamos buscar em oração.
A nossa natureza quer alcançar coisas que podem ser de Deus, mas que não é o tempo, não dá pra se distrair. Devemos buscar primeiro o Reino e não os desejos pessoais.

O primeiro perigo é que a obstinação nos leva a perder a credibilidade, quando o desejo não é satisfeito, abandonamos os princípios.

O segundo perigo é uma falsa sensação de aprovação de Deus. Acendeu-se a ira de Deus com Balaão por sua obstinação de tal forma, que Deus deixou Balaão fazer o que queria.
Deus mostra o caminho, mas se insistirmos no que queremos, Deus nos entrega à teimosia e achamos que foi “aprovação de Deus”, quando na verdade foi a nossa insistência.

O melhor é esperar aquilo que vem de Deus no tempo dEle.

O terceiro perigo é que ficamos cegos para a correção. A disciplina é a maior atitude de amor de Deus, ela nos livra do juízo.
Muitos olham para a disciplina como uma punição, uma afronta, mas é um ato de misericórdia.
É muito melhor confessar a tentação do que confessar o pecado. É melhor receber a disciplina de Deus por confessar e encontrar misericórdia do que confessar pecado e sofrer as consequências inevitáveis.

Que Deus abra os nossos olhos para a Sua vontade.