O perigoso movimento anti vacinação

O Perigoso Movimento Anti Vacinação

A maioria dos pais entende a vacinação como uma medida necessária para livrar os pequenos de doenças infecciosas.

Outros, entretanto, aprisionados em um conceito de que a vacinação pode ser perigosa para as crianças, surpreendentemente e a despeito de inúmeras evidências, decidem não imuniza-las.

O que começou como um pequeno movimento envolvendo alguns pais e, infelizmente, algumas celebridades, transformou-se hoje em um problema de saúde coletiva.

Vítimas do Sucesso

O movimento de não vacinação não é exclusivo dos americanos e europeus. Aqui no Brasil também existe uma corrente que defende que é direito dos pais decidir se os filhos devem ou não ser vacinados.

Vivemos hoje a reemergência de doenças, antes tidas por erradicadas, a exemplo do sarampo, que ganhou as manchetes recentemente por estar associado à imigração de pessoas vindas de países com cobertura vacinal precária. E isso pode ser apenas o começo.

A verdade é que foi graças à ciência e ao acesso irrestrito a vacinação que alguns passaram a ter a falsa sensação de que as vacinas previnem doenças que não são importantes, ou até, que talvez nem mais existam. Uma pena, pois quem viveu na época das mortes por varíola, polio e sarampo, sabe o valor da imunização. Pais que optam por não vacinar seus filhos podem vivenciar a dura realidade de que todas as doenças previníveis por vacinas tem potencial de matar.

Vacinas e Autismo

Em 1998, o inglês Andrew Wakefield publicou um artigo na revista médica “Lancet”, um periódico de grande circulação. Nesse artigo ele associava a vacina Tríplice Viral MMR (contra sarampo, caxumba e rubéola) à ocorrência de casos de autismo. Posteriormente, outros trabalhos foram realizados, desmentindo a suposição. Assim, o pesquisador teve seu registro no Conselho de Medicina cassado após ser acusado de fraudar dados do estudo.

Ciência versus crença

Mesmo desacreditado pela ciência, estudos como este, e-mails fraudulentos e informações enganosas continuam alimentando a crença de que a vacinação é prejudicial à saúde e que é fruto do oportunismo dos laboratórios farmacêuticos. Vimos recentemente uma enxurrada de mensagens alertando sobre o risco da vacinação contra febre amarela. O que, mais uma vez, causou um desserviço à população, pois esta é também uma doença capaz de matar. E ainda, a vacina é altamente segura e eficaz.

Boa cobertura vacinal é que quando a vacina atinge no mínimo 95% das crianças de uma comunidade, todas ficam protegidas. Os outros 5% que por alguma razão médica não puderam receber a vacina, permanecem saudáveis. Apenas porque há garantia de que as outras crianças já imunizadas não transmitirão a doença.

Por fim, o alerta é que a não vacinação de uma criança coloca em risco toda uma população. Esta é uma decisão perigosa e altamente negligente.

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Publicação de Mariângela Libório